III Mobilefest recebe artistas de Canadá, Estônia, Espanha e Alemanha
Diversos estrangeiros apresentam projetos pioneiros de tecnologia móvel de relevância
Com criações tecnológicas e culturais, o III Mobilefest – Festival Internacional de Arte e Criatividade Móvel – recebe artistas de Canadá, Estônia, Espanha e Alemanha, que apresentam ao Brasil projetos inovadores de tecnologia móvel. Esse ano, o evento levanta uma questão importante: Como a tecnologia móvel pode contribuir para a democracia, a cultura, a arte, a ecologia, a paz, a educação, a saúde e o terceiro setor? A mobilidade em centros urbanos também será profundamente discutida. O festival acontece de 15 a 17 de novembro, no recém-reformado Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.
Canadá
Para Dina Thrascher, Cônsul do Canadá no Brasil, a participação dos quatro representantes do país no III Mobilefest é importante. “Eles atingiram resultados concretos em aplicações da tecnologia móvel para a promoção da inclusão social e da democracia. E essas experiências podem ser compartilhadas e aprendidas por pesquisadores, governo, ONGs, instituições educacionais e pela sociedade civil, do Brasil”, afirma.
Camille Baker, traz aptidões versáteis e experiências recentes com aparelhos móveis, wearables, video art e projetos de performance. Doutoranda com o SMARTlab na University of East London, seus estudos tem foco em Vivacidade e Presença na Mídia Móvel e em “mobile media” em performances. Seus projetos recentes incluem: MindTouch, pesquisa que envolve a interface de telefones celulares, aparelhos de biofeedback; Mobile Stories of Achievement, um projeto de histórias para as Olimpíadas de Vancouver em 2020; Diretoria Executiva/ Curadoria do Escape Artists Society; eventos de rede e novas mídias; pesquisas em projetos de performance de instalação de arte wearable pela Simon Fraser University, em Vancouver, Canadá.
Gabe Sawhney, Gabe que é co-fundador do WirelessToronto, uma comunidade que oferece uso gratuito de Internet sem fio, em locais públicos e espaços publicamente acessíveis na cidade, também está envolvido com diversos outros projetos de web, locative, vídeo e instalações, fazendo a ponte entre arte, política e tecnologia. “Acredito firmemente no simples, no intuitivo e no barato”, diz.
Geoffrey Shea é um artista de novas mídias, músico, pesquisador e Professor Assistente na Ontario College of Art & Design, onde leciona novas mídias emergentes para artistas e designers, desde 1986. Produtor pioneiro de mídia, seus créditos incluem Monster Home, a primeira produção longa-metragem para a web, Great War Online, uma remontagem do envolvimento do Canadá na Primeira Guerra Mundial, e Shooting In The Dark, um documentário online sobre o pioneiro em arte robótica Norman White. Seu trabalho está representado no National Gallery e no Museum of Modern Art. Atualmente, realiza pesquisa sobre conteúdo de cultura móvel e locativa, e criação de novos hardwares e plataformas de software sem fio.
Rob King é um artista de novas mídias, programador e pesquisador em Toronto, Ontário. Atualmente, é gerente de Pesquisa Aplicada e Produção no Canadian Film Centre Media Lab, onde desenvolve uma ferramenta para a rede artística de mash-ups, colaboração e performance, chamada BitFlows. Foi o engenheiro líder para o OCAD’s Portage Mobile Experience Lab, e ajudou a desenvolver uma série de obras de arte em celular, usadas ao redor de Toronto. Rob desenvolveu e atuou em performances ao vivo com o coletivo improvisado I/O Media, de Toronto, com os artistas Smash and Teenye e o músico elertônico Sans Soleil. Rob foi também o primeiro criador do Webivore, usado pela Ryerson University’s Infoscape Resesarch Lab. Sua peça mais recente foi a visualização da atividade de polinização de uma abelha, com exibição na *New* Gallery in Toronto, em Julho de 2008.
Estônia
Eve Arpo e Riin Kranna-Rõõs, vivem e trabalham em Tallinn, na Estônia. Juntas, elas criam eventos e instalações como o A day without a mobile-phone, uma instalação de luz e som realizada com celulares emprestados por pessoas comuns, que são pendurados durante 24 horas, num espaço público. A instalação foi realizada, pela primeira vez, em Tallinn, em Setembro de 2007, e agora o projeto está viajando por cidades de todo o mundo. Eve e Riin fazem parte da Estonian Media Artists Union.
Espanha
Pesquisa do artista espanhol Antoni Abad, realizada com cadeirantes, em Barcelona e Genebra, resultou num mapeamento detalhado dos obstáculos encontrados para a locomoção dessas pessoas. Celulares e aparelhos de GPS foram usados para o levantamento dos dados. O projeto zexe.net foi premiado em Barcelona e teve ampla repercussão em toda a Europa. Há uma intenção de realizá-lo também no Brasil, em 2009.
O responsável pela programação do projeto, Eugenio Tisselli, virá apresentá-lo ao público brasileiro, para iniciar um diálogo e estudar as possibilidades de sua realização no País. Essa ação está sendo realizada com o apoio do CCE (Centro Cultural da Espanha em São Paulo/ AECID) e do Mobilefest.
Eugenio Tisselli é Engenheiro de Informática, com Mestrado em Artes Digitais, e trabalhou na pesquisa e no desenvolvimento de interfaces físicas e software multimídia. Foi professor de diversos cursos relacionados à Arte Eletrônica, em diferentes centros e universidades de Barcelona, tais como MECAD, Universidade Pompeu Fabra, e também realizou seminários online (UNESCO) e presenciais. Atuou como pesquisador associado do Computer Science Lab da Sony, em Paris. Atualmente, é co-diretor do Master em Artes Digitais.
Além do projeto zexe.net, há outro trabalho trazido da Espanha. Trata-se do Ekko, criação da suíça Georgina Malagarriga e do brasileiro Bruno Bresani, ambos residentes em Barcelona. O Ekko consiste em recolher informações sobre os hábitos de consumo de usuários de telefone celular para mostrar o efeito que produzem no planeta. O objetivo é que os usuários do sistema tomem consciência coletiva sobre a preservação ambiental. O dispositivo Ekko sugere uma série de perguntas sobre o consumo habitual dos recursos do planeta (água, luz, carburantes, etc.) e, de acordo com as respostas, uma projeção do mapa mundi é gradativamente afetada de forma positiva ou negativa.
“Em princípio, o uso individual dos recursos naturais pode parecer pouco significativo para o ecossistema, mas ao ver estes dados somados aos de outras pessoas e retratados em uma aplicação visual, é possível compreender mais profundamente o impacto que produzem”, diz Bruno. Toda a informação que se vê refletida nessa aplicação, são dados recopilados nos sites da UNESCO, ONU e FAO, entre outras.
Bruno Bresani nasceu em Recife e, aos seis anos, mudou-se para o México, onde foi educado e viveu a maior parte de sua vida. Morou também em Edinburgh (Escócia), São Paulo e Barcelona (Espanha), onde se formou em Artes Digitais e reside atualmente. As principais técnicas usadas por Bruno são fotografia, vídeo e instalações.
Georgina Malagarriga nasceu na Suíça, cresceu nos Estados Unidos e estudou em Barcelona, onde vive atualmente. Bacharel em Artes e Mestre em Arte Digital, Georgina criou e dirigiu diversos projetos de multimídia e artes. Entre eles, o Interactive Party que consiste na interação dos usuários com imagens projetadas enviadas pelos seus celulares.
Alemanha
Max Schleser faz doutorado e sua pesquisa explora o potencial criativo das pesquisas em celulares com câmera no domínio do cinema documentário. O mobile mentory é um experimento em comunicação de cinema. O filme experimental explora centros metropolitanos japoneses através de lentes de telefone celular. O objetivo do projeto é criar e formular uma nova estética visual em produções para telas pequenas e proliferar um modo alternativo de cinema documentário.
“Por ser amplo e multidisciplinar, o evento é único e abrange diferentes públicos e realidades, que permeiam a tecnologia móvel”, afirmam Marcelo Godoy e Paulo Hartmann, organizadores do Mobilefest. O festival compreende a realização de Seminário Internacional, Mostra Expositiva Internacional, Prêmio Mobilefest de reconhecimento dos melhores trabalhos e aplicações móveis, Mostra Internacional de vídeos premiados realizados com celulares e uma grande discussão sobre todos os aspectos da mobilidade.
Serviço
III Mobilefest
MIS – Museu da Imagem e do Som
Data: 15, 16 e 17 de novembro 2008
Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Fone: 11 2117-4777
Mais informações: www.mobilefest.com.br
Sobre o MOBILEFEST
Presente na agenda oficial da cidade de São Paulo, o Mobilefest – Festival Internacional de Criatividade Móvel - consolidou-se como um integrante importante da rede mundial de festivais sobre conteúdos móveis. São pesquisadores, cineastas, estudiosos, artistas, pensadores e empresários de países como EUA, Holanda, Canadá, Espanha, Coréia e Inglaterra, que apresentam desde invenções tecnológicas, análises e reflexões sobre o uso da mobilidade e o uso da tecnologia móvel nas artes, medicina, democracia, terceiro setor, saúde, meio ambiente e para a paz.
Realizado pela primeira vez em 2006, o Mobilefest reuniu pensadores e artistas do Brasil e do mundo em torno da mobilidade. A edição de 2007 foi ampliada e se conectou, em tempo real, com outros importantes centros urbanos. Assim, o festival aconteceu simultaneamente na University of Westminster, em Londres (Inglaterra), no Waag Society, em Amsterdã (Holanda) e na ITP – New York University, em Nova Iorque (Estados Unidos).
O Mobilefest é o único festival do gênero no mundo a abordar todos estes temas e representa o Brasil nesse imenso debate sobre tecnologia móvel, do qual Alemanha, Argentina, Áustria, Bangladesh, Bélgica, Canadá, Colômbia, Coréia do Sul, Escócia, Espanha, EUA, Finlândia, França, Holanda, Índia, Inglaterra, Itália, Luxemburgo, Peru, Portugal, Servia, Suécia, Uruguai e Zimbábue, entre outros países, também fazem ou já fizeram parte.
Mais informações:
2PRÓ Comunicação
Teresa Silva - teresa.silva@2pro.com.br
Julia Magalhães – julia.magalhaes@2pro.com.br
Cristiana Rebouças – cristiana@2pro.com.br
Raphael Duprat – raphael.duprat@2pro.com.br
(11) 3030.9463 – 3030.9460 – 3030.9461 – 3030.9462
Outubro/2008