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SMS Stories
CASO SMS
Gwenola Wagon
De qualquer lugar onde mostramos algo, nós não precisamos do país mais distante. Histórias e episódios, epifenômenos… Digamos, o que está acontecendo aqui. Meninhas em trens ou velhinhos em bares, eles estão nos endereçando indiretamente. “Comédia humana” invertida.
Hoje à noite, amanhã. Gravando e deixando as imagens invadir a câmera. Respire e deixe o ar penetrar em seu pulmão. No trilho treme o trem. Seguro em seu teclado, pequenos cliques, vindos da estação. O carro exaustivo que faz luzes vermelhas flutuarem por aí enquanto pensamentos serenos e silenciosos. Ali está o loop. A situação, o estado mental. A ressonância de dois personagens que – contra todas as regras comuns da comunicação – não só dão a si mesmos notícias mas mostram o que acontecem em frente deles, contam, tecem, e inevitavelmente cortam um ao outro.
Pense em um loop de um livro. Imagine que o leitor ouve esse loop continuamente desde o começo do livro (alguns choros urgentes por exemplo). E depois que ele passa de certa parte do livro, o loop chega ao fim. Ele não vai ouví-lo mais, a cena acabou. Imagine que ele pode ler o livro desde a primeira página, de novo, o som não surgiria novamente. Permanentemente finalizado. Loop, tremor, suspense, espera… Como fazer um loop assim em um filme?
Que tipo de filme poderia conter um loop assim? E finalmente, você notou a diferença entre stopmotion e uma coleção de objetos parados?
Imagens. Ao redor e dentro, carregados e atuais mas tragicamente independente de especulações e das baboseiras diárias.
No piscar dos olhos. Será que aqueles textos estão caindo junto com as imagens ou estão tomando caminhos distintos? Um destino paralelo? E, em cada técnica de troca, se inventa uma forma de comunicação tragicômica.
Gravando do sul ao oeste. Cada pessoa responde a pergunta “porque?” enquanto ao mesmo tempo isso respondo a pergunta “o que?”
Confuso pelo GPS. É como a Internet: em mãos. Onde estamos? Em qual nevasca? Em qual tempestade com névoa?